
Chegada a Cork. Táxi para Ballycotton.
O primeiro sinal de alerta foi dado pelo motorista que demorou algum tempo a descobrir para onde queríamos ir. Um "Ah!" de reconhecimento sossegou-nos (por momentos).
Campo (muito bonito), campo, campo ...
No banco de trás, tentámos conter o riso, adivinhando o que o passageiro da frente (o senhor do casaco) estava a pensar. Sem aviso prévio rebentámos numa gargalhada a três. O motorista deve ter pensado que não éramos bons da cabeça. O senhor do casaco percebeu e riu também.
Chegada ao hotel. Encantador, tal como nos tinham dito. O motorista deixou-nos o contacto e, na altura, não percebemos bem porquê. A nossa reserva não estava feita, mas arranjaram-nos quarto. O senhor do casaco conteve-se.
Malas abertas e passeio pela vila. Com calma, porque íamos lá ficar duas noites.
Descrição: uma rua, casas com jardins lindíssimos (ver Irlanda II), uma esquadra da polícia minúscula e pintada de azul bem forte (fechada), um pub que fechava às 5:00 e um porto. Mais nada! Nada!
Ah! sempre que um carro passava por nós (poucos) abrandava e os passageiros acenavam e sorriam.
Uma hora depois estávamos de volta ao hotel. Restaurantes ? O do hotel que, por sinal, tinha uma comida divinal. Transporte para sair dali? Um autocarro por dia (lembram-se do gesto do taxista?)
Voltámos a Cork e visitámos um castelo de cujo nome não me lembro (valeu a viagem) e regressámos a Ballycotton de táxi. Andámos, andámos, passámos por carros com feno, uma praia e nada de reconhecermos o percurso. Para trás. Muito tempo depois, avistámos, do outro lado da baía, lá muito longe, aquilo que parecia ser o nosso hotel. O senhor do casaco ia controlando o ponteiro do combustível que descia, descia... até atingir o vermelho. Finalmente chegámos e o taxista não exigiu mais do que o combinado. Deve ter pago para trabalhar, nesse dia... (tal e qual os nossos).
A viagem pela Irlanda continuou, ainda ficámos num hotel com fortíssimo cheiro a cavalo (a parte menos agradável do dito) e conhecemos mais um taxista (também uma simpatia).
Gostei, embora não pense repetir a experiência, porque há muito mundo para ver.
Nota final: não quero que pensem que o senhor do casaco é mau companheiro de viagem; nada disso! Gosto muito dele. O único senão é querer que tudo corra como planeado e à hora prevista.
Ah! também detesta incompetentes e mal-educados e odeia gente pouco séria. Estou com ele.