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terça-feira, 12 de outubro de 2010

ONDE PÁRA A ILHA

Nas minhas viagens à volta da ilha, encontrei paisagens.
Registei momentos. Surpreendi-me com o novo.
No fim da deambulação uma questão permanecia:
Onde pára a ilha?
Algures no meio do azul?
Algures no dourado do nascente?
Algures na nave que chega ou parte?
Algures no horizonte do poente?
A ilha permanece algures em si mesma.
No desejo de partir, regressar e ficar.
A ilha é afinal o além aqui tão perto que se pode tocar.

quarta-feira, 3 de março de 2010

Natureza de Saudade

Andei pelos jardins da cidade.
A força da terra estava lá. Estava nos troncos que abraçavam as pedras da calçada, nos troncos retorcidos subindo para o céu, nos troncos esvaídos em preguiça alongada e espalmada...




A nossa força está na nossa vontade de quebrar as grades da ilha-prisão e a ela voltar, morrendo na cela da saudade,
e como árvores, morreremos de pé!
Quem sabe abraçados às árvores da nossa saudade!