
Quando me falavam numa ida aos Açores, dizia: "Está bem... um dia." E pensava: verde, verde, vaquinhas, vaquinhas... O entusiasmo era pouco.
Fui a um casamento em S. Miguel e aproveitei para fazer a tal viagem pelo arquipélago (apenas 3 ilhas).
Confirmei: vaquinhas, verde, verde... Minto! Verdes, azuis, castanhos, amarelos, rosas, roxos.... o plural não é suficiente para retratar a paleta de cores daquelas terras e muito menos a forma como se conjugam. Lindíssimo!!!
E os cheiros? Até o das furnas (que lugar espantoso!) apreciamos, porque sabemos que pertence ali.
E a pouca vontade das pessoas para mudarem hábitos em nome do tal progresso que, por muitos lados, vive quase só do cimento? Tive de dar quase a volta à ilha de S. Miguel, porque o caminho que me levaria ao hotel estava interrompido. Razão? Festejava-se um santo e a homenagem precisava da rua. Também fomos (duas vezes) atrás de uma carroça, puxado por um cavalo, que transportava leite que seria entregue à porta dos clientes... imagem pitoresca para os turistas, vida para os nativos.
E as lagoas, tantas vezes protegidas pelas nuvens? já todos vimos fotografias, mas nunca é a mesma coisa...
O Pico, visto do Faial, é majestoso, quando se deixa ver. A ilha homónima é uma pequena jóia. As vinhas no meio da lava merecem uma visita... não provei o vinho, mas não resisti ao queijo.
No Faial, o bar do Peter, claro, a marina, o vulcão dos capelinhos, a caldeira... e, ao longe, S. Jorge e Graciosa.
Gostei desta minha viagem!